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sábado, 7 de dezembro de 2013

Tem roupa mofada escondida no armário e ninguém foi tirar
    xiiii.... deu preguiça, pode ser amanhã?
    mas amanhã não é muito tempo?
    nãooo, amanhã está logo ali, pertinho, você vai ver...
    então tá, porque não então adormecer
    e foi então que os cupins fizeram a festa.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

EU


Me embalam almas adormecidas

em meu corpo,

me favoreçam enquanto sonhadora,

pois sou o que sou,

nada mais além,

não possuo necessidade, embora me chamam de meretiz,

do real a linguagem humana, sou a faculdade plena...

me embalam apenas o volume da cada sina presente

pois sou gozo tântrico...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Não há obra que não se volte contra o seu autor: o poema esmagará o poeta, o sistema o filósofo, o acontecimento o homem de acção. Destrói-se quem, respondendo à sua vocação e cumprindo-a, se agita no interior da história; apenas se salva aquele que sacrifica dons e talentos para, desprendido da sua qualidade de homem

Emil Michel Cioran

sábado, 15 de outubro de 2011

chuva....frio...preguiça....pensamentos...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Encontrei na esquina da sua casa um pergaminho e nele dizia...o tempo persegue apenas o tempo... as folhas se secam no jardim enquanto você dorme...
Andei pelo quarteirão dando quatro voltas seguidas, só parei quando senti fome, entrei na padaria da esquina com um botão amarelo no bolso do meu agasalho com o seu nome gravado...
Senti calafrio...tive vontade de encontrar o obscuro e pedi-lo para me carregar no colo e cantar canções de ninar...ouvi vozes, vozes persistentes, quando virei para atrás para buscá-la encontrei um espelho no chão...


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Caos

Quem foi que disse que dias nublados não podem ser dias felizes??
Um chocolate...um livro...um edredom...um sexo....
um orgasmo renascendo contrastando com as nuvens carregadas lá fora...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Medo I

"Todas as ciências falam do medo: o homem ao tornar-se consciente, ascende à condição de animal que conhece, como nenhum outro, sua inviabilidade biológica. Seja no ambiente externo onde se move sob a ameaça da lógica implacável do mundo, seja no espaço interno onde habita sua ruína (a consciência dessa lógica implacável), não há como não perceber a condenação ao fracasso fisiológico final."

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Estado II

As pessoas têm muito medo daqueles que conhecem a si mesmos. Estes têm um certo poder, uma certa aura e um certo magnetismo, um carisma capaz de libertar os jovens, ainda cheios de vida, do aprisionamento tradicional...
O homem iluminado não pode ser escravizado - este é o problema - e não pode ser feito prisioneiro... Todo gênio que tenha conhecido um pouco do seu íntimo está fadado a ser um pouco difícil de ser absorvido: ele deverá ser uma força perturbadora. As massas não querem ser perturbadas, ainda que se encontrem na miséria; estão na miséria, mas estão acostumadas com isso, e qualquer um que não seja um miserável parece um estranho.
O homem iluminado é o maior forasteiro do mundo; ele parece não pertencer a ninguém. Nenhuma organização consegue confiná-lo, nenhuma comunidade, nenhuma sociedade, nenhuma nação.

(Osho The Zen Manifesto: Freedom from Oneself, Chapter 9)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Estado I

Alegria é um estado psicológico alguém disse, que traz sensação de leveza a quem sente, 
contagia a quem seja permissivo a ela...é permitido a ver cores de arco-íris.
De fato Alegria é uma fenomelogia humana

sexta-feira, 30 de julho de 2010

|Transcedente

Por Mauricio Nascimento

Mourisca celebra quase manhã
No porto silêncio das noites frias
Que assolam seu corpo entrerijo
A balouçar por entre caminhos
Que me conduzem aos montes horizontes de devaneios
Perdido por entre as nuvens, sons, cheiros,
Formas que imagino em sensações

Mourisca em verde degusto
Combinação de paladares combinados
Perdidos no elã do tempo
Em sempre pretérito infinito
Dos olhares a me dizer o mundo

Mourisca a se revelar em plagas
Trilhas de formas cambiantes
Misturadas ao apelo de um pobre
Fascinado por viver o incerto
Do curso que revela o universo

domingo, 11 de julho de 2010

As vezes é preferível deixar as palavras se dissolverem no vento do que juntá-las num folha de papel ou "caixa virtual"... Por oras estou um pouco assim, mas eu volto!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Aos dias próprios

Nos dias próprios tudo pesa mais. Estabelecem-se recordes de passos com a maior velocidade. Os dias próprios são os mais sustentáveis por essa extrema lentidão, que leva à economia energética e a certa caricatura do espírito. São dias inúteis para desdramatizar, já que se levam tão a sério, sempre vendo o mundo em primeira pessoa. Coladas a si próprio, afogam-se todas as experiências vividas. 
Os dias próprios aplicam o excesso de vida em tempo real. Minutos próprios tornam as horas douradas, até a chegada das chuvas.

Cor

Cores queriam ser apenas o que eram, cores...
Alguém as pegaram e colocaram num vaso de jardim,
pois alguém queria apenas árvores de cores...
As cores nascem em vaso?

quarta-feira, 26 de maio de 2010

pensamentos são apenas pensamentos...

"...se antes de cada ato nosso, nos puséssemos a prever todas as consequências dele, a pensar nelas a sério, primeiro as imediatas, depois as prováveis, depois as possíveis, depois as imagináveis, não chegaríamos sequer a mover-nos de onde o primeiro pensamento nos tivesse feito parar." (José Saramago - "Ensaio sobre a cegueira")

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Aos dias Similares

Nos dias similares, a produtividade não impede a existência de espaços livres de tempos drásticos que convertiam ócio, tédio e trabalho em único produto. A criatividade é a cognição dos dias similares. Sua cadeia de descontinuidade.
Os dias similares são de alta porosidade, absorvem tudo em seu tempo de coincidências, a capacidade temporal é enorme. 
As manhã de um mês todo podem coincidir, os melhores prazeres se acumulam nos dias similares.

Mas são dias de luz artificial. Ao caducarem, os tempos drásticos levam consigo a luz do dia, tal como a conhecíamos como a continuidade da noite.
Os dias similares facilitam desdramatizar o amor e dramatizar o humor. Ao transitar por esses dias o efeito surpresa não enfraquece, mas se transforma em um mundo surpreendente. A isso se soma a sensação de não saber optar entre chorar e rir. Uma bela despreocupação flui.

Uma pessoas que habilita somente esses dias será facilmente reconhecível por sua melancolia nada regressiva.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Ao dias comuns

Nos dias comuns as tipologias são de grande utilidade. O tempo em comum as pessoas recusam as estatísticas , não existe comercialização da comunidade. No decorrer desses dias as pessoas adquirem certa imunidade aoconsumo drástico. Réplicas da multiplicidade são adoradas mediante rituais laicos que preocupavam aqueles que preferem os dias menos compartilhados.

Nos dias comuns, a arte pública é desnecessária por natureza faz um pacto tão íntimo com o real que nada está separado. As moradias unifamiliares são impossíveis. O trajeto de carro é desnecessário porque se tornaria eterno a partir do momento que saísse da garagem. Todo transporte é público e cada bilhete se repete sem lucro.

Nos dias comuns, as pessoas tem privilégios de atleta e atingem elaboradas condições ergonômicas.

A geometria, o caos e as medidas regulares transformam-se em cálculos corruptos. Um narcisismo suave faz com que os tempos sejam líquidos.....e teme-se inudações.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Meu...

Um novo amor chega em mim sem que eu espere (e isso é muito bom), tudo o que é inesperado na vida é muito bom...Não contando o tempo em que estou com você, o tempo segue apenas o seu fluxo vital de encadear os nossos corpos ao exaurimento das nossas peles, e glândulas sudoripas se contra atacam para produções de odores mais delirosos possíveis...Um beijo terno, você me toca, e faz de mim apenas o que sou: uma mulher em seus braços...