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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Inspiração


Uma flor singela que aspira tentações de amor...
Um olhar inebriante que força a vista a não querer se desprender...
Você, menina, mulher, doce encantadora, me eleva o espírito as mais altas esferas metafísicas
Me envolve com sua feminilidade e deixa eu render em seus braços, sentir seu cheiro,
seu toque de seda, seu aconchego, seu beijo de mulher...
seja a minha fêmea,
que serei dócil a sua luxuria...faça amor enloquecente comigo,
junte a sua vulva com a minha, encoste seus seios aos meus,
sejamos únicas a libertinagem...sejamos únicas ao amor...
pois ó ele faz rendido a emoção, compreendido ao que não se pode compreender.


Dedicado à Daiane

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Um pensamento

"É o humano descartável diante de processos que evoluíram a partir dele e o ultrapassarão? Na cultura pop, sempre houve hipóteses especuladas pelos subgêneros – como a ficção científica, ou mesmo o terror –, que tratam o homem como coadjuvante de sua própria história. É inquietante ver que elas encontram ressonância em modismos majoritariamente aceitos hoje, como a mania de se explicar tudo pelo DNA ou o endeusamento da tecnologia. O que, e quando, o homem perdeu, que o dilui hoje na condição de um bicho virtual?"
Eugênio Bucci

Busca...


Ultimamente tenho amado de forma viceral...mas uma viceridade efêmera...
imagine comer um doce proibido muito gostoso, raro e que a cada pedaço mordido eleva o espírito ao céu...concomitantemente a mordida vai desfiando o doce...deixando apenas o seu rastro no ar...
Uma entrega de corpos, num emaranhado de ebulição ao amor...um amor longe da ideologia patética aos normais, mas sim um amor feito aos despretensiosos...e esta despretensiosidade tem demasiadamente deixado-me confusa num "eu" escondido com várias reflexões dentro de mim...
E como manter minha ludicidade real da minha mente, equilibrar meus impulsos para não cair em tentação de um platonismo... Sócrates acreditava que o amor é o desejo constante, se algum dia este desejo acabar, o ser "cairá por terra", completando seu pensamento, o  amor não é completude, mas incompletude. Não fusão, mas busca. Não perfeição plena, mas pobreza devoradora.
Seguir freneticamente o hoje e esquecer amanhã para começar tudo de novo e buscar novos estímulos amar a beleza do gesto, saborear o fruto com cuidado para não ser dependente, e nem ser vício vampiresco...  sentir apenas saudades de um tempo que já se foi, amado...talvez Sócrates tenha razão, quero apenas buscar, de forma cinestésica pelo cantos deste mundo terráqueo e procurar, procurar...sempre
e espero jamais encontrar.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

olhar...


Se o medo está dentro, esvai pelos olhos. Nos olhos, mantém-se a dualidade do fogo e da água. Da razão e do sentimento. Da luz e da penumbra. São o órgão do prolongamento de si mesmo e do outro. Que não mente, porque tudo pode mentir, menos o fundo dos olhos. No momento da fusão, da emoção, os olhos  que se transformam no mesmo olhos que são vistos. Por estarem situados na parte superior do corpo, a mais próxima do céu, os olhos sempre forma imaginados como expressões de forças impenetráveis...
(será que realmente impenetráveis assim?!)


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Letras que digam...


O melhor de mim são as palavras, essas minhas meninas que me aguardam, me preenchem,
me encantam com suas letrinhas semvergonhas, sapecas, salpitantes...
à espera de se espalharem as luzes da minha emoção, do meu encantamento frio,
por horas podendo ser alegres, sofríveis, desencadeando da esfera
da minha lucidez esbranquiçada, são minhas eternas...
Chegando ao encontro tónicos de uma alma que já foi de outros mundos,
minhas pequeninas, fazem de conhecido a minha alma, são as minhas únicas confidentes, minhas amantes... meus saberes que transformam a raiz profana, em meus dizeres...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

sábado, 3 de outubro de 2009

Liberdade


Hoje eu acordei bem, não sinto mais nauseas, descubro que não preciso ter, mas apenas ser, e meu ser é sentir...um hedonismo epicurista apenas...o meu Sol desabrocha na vida
A arte de ser é a sabedoria ascética do despojamento: não se cobrir de honras, de dinheiro, de riquezas, de poder, de glória e outros falsos valores ou virtudes, mas preferir a liberdade, a autonomia, a independência. A escultura de si é arte dessa técnica de construção do ser como uma singularidade livre.
E a minha liberdade refere-se apenas a mim, meus valores são os meus limites...não preciso consumir...e de fato eu não consumo absolutamente nada...
E que se fodam o restante, não preciso de vocês, apenas da minha arte, ela sim é meu refúgio, a minha compreensão filosófica, me traz conhecimento de forma não filosófica, apenas experimental... sou apenas um antídoto

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Náuseas II

Estou como Antoine Roquetine...vagando com conversas fúteis do nada para o nada, procuro aventuras num tempo que não existe, estou em desordem no tempo vazio...
sinto nojo de sentir o gosto , enjoo do marasmo do tempo...
to tic tac do relógio...do tempo que não é este tempo, mas um outro tempo suterfugiado aos sensíveis amantes do erotismo, da droga que empregina o corpo, sinto náusea do beijo...nausea do seu pau entrando na minha boceta, no meu rabo...o desejo já se foi....a nostalgia ficou...