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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Nauseas III


Adoraria ver um papai Noel nú pela rua, dizendo HO HO HO feliz natal!! com sorriso sincero de um corpo expurgante, e distribuindo belos presentes de sonhos à todas as pessoas que gostam de sonhar e que são auto confiantes... será que os presentes seriam aceitos??
Tem um pouco mais de uma semana que não posto, ultimamente tenho me sentido nauseada com o rítmo natalino, além do mais tudo é empurrado para eu deglutir com voracidade sem que eu possa dar o meu consentimento, sou estuprada sem permissão pelas chesters, amigos socultos, roupas de papai noel, presentes enfadonhos, bolas de acrílico, lantejolas, famílias, purpurinas....
Pense positivo Mariana, não seja tão nausente e má (será que sou má) consigo mesma, natal é uma época boa, paz, solidariedade, amor,  as pessoas são mais unidas, sorridentes, cantantes, zelozas, amigas...Mas será que são? e quanto são?
não! não são! não passam apenas de niilistas dilacerados e frouxos, reinados nas próprias hipocrisias, mercenários capitalistas que se esquecem de si mesmos... se o natal é uma época de reflexão, suponho que toda reflexão deveria servir para uma melhora significativa constante, mas porque será que o Ego reina todos os hemisférios da humanidade desumana?  nem monista ela consegue ser?
Me deturpo então à vocês,  forma que encontro à minha prisão de ventre de enjoos constantes,que assim seja
Feliz Natal!!



segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Riso invertido


O assassinato será um crime contra a sociedade? Quem pode imaginar isso em sã cosnciência?Ah, o que importa a esta numerosa sociedade que haja em seu seio um membro a mais ou a menos? Suas leis, seus modos e cosntumes corromper-se-iam? A morte de um indivíduo alguma vez influiu sobre a massa geral? E após a perda da maior das batalhas, ou seja, após a extinção da metade do mundo, de sua totalidade, o pequeno número de seres que pudesse sobreviver sofreria a menor alteração material? Oh, não! A natureza inteira nada sofreriam e o todo orgulho do homem que acredita que tudo é feito para ele ficaria bem espantado, após a destruição total da espécie humana, ao verificar que nada muda na natureza e que o curso dos astros nem sequer é desviados.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Momento


A lucidez fugiu de mim...por ora estou em transe buscando os meus sentidos para degustar tantricamente, mesmo sabendo que irei degectar posteriormente...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Encontros...


"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."
Clarice Lispector
Um tempo nebuloso com atmosfera quente, gotas d'águas em rítmo intermináveis caindo do céu, dizendo a terra  que  ela precisava ser banhada por um bom tempo...
Num toque de campainha, ele destranca a porta espelhada, (ela nem nota que seu corpo não reflete na porta)
uma ansiedade momentânea percorre pelas veias dela no momento que as mãos dele empurra a porta, o rugir é o único som  perceptível naquele momento, um coração nervoso e uma tranquilidade quase que incômoda espera um abrir...ufa! Ele a recepciona carinhosamente como se fossem velhos amigos se reencontrando depois de uma longa data, a introduz para dentro do seu estúdio musical, cheiro de madeira envernizada paira no ar juntamente com notas, colcheias perdidas naquele encontro quase tímido, sussurando docura ao  tempo...
Num gesto simplório, ele enchuga os pés dela molhados pelas águas correntes que persistem cair fora daquele refúgio. Surge  uma cumplicidade espontânea , num ambiente amistoso há somente ele e ela.
A canção entra no ambiente melodiando o rítmo cardíaco daqueles seres, ele canta para ela com um timbre  doce, entregue a sua arte...Como na música as peculiaridades são refletidas  através das  ondas  invisíveis  como mensagem a sensibilidade, ele revela um olhar sincero e cúmplice, sorriso singelo de uma alma envelhecida....
Entre conversas, olhares quase que perdidos, surge tatos...mãos massageam nucas, costas, coxas, tornozelos, pés... no toque de uma epiderme a outra, se transparece energias enclausuradas de almas frágeis, surge o poder do desejo...pontos chacras são massageados, ele ativa a energia que estava adormecida.
A consciência dela se despertou para a finitude daquele instante infinito, como na melodia ela recebe o maior tom da nota, desvairando a sua lucidez niilista, há algo metafísico que a reflete...(eixo foi centralizado logo em seguida, se encontrando em si mesma)
Na padaria tomaram café quente, tudo se redimiu àquela tarde que parecia vazia à redundante monotonia dos logistas e comerciantes em volta da praça central de um dia insosso pela chuva. Ele e ela agora dialogavam  com suas bocas,  palavras saiam tão naturalmente que era inotável entre as pessoas que entravam e saiam daquela padaria,mas só eles sabiam que havia significância reveladas entre eles. O tempo para os dois já não era o mesmo que percorria pelo tic tac da parede.
Em meio a evasão das pessoas, ele  a deixa na estação de trem, se despedindo...
A água já não batia ferozemente contra o solo de uma terra desgastada naquele momento, ela ao enconstar a sua cabeça na janela do vagão, sentiu a linguagem harmônica daquela tarde vivenciada  pois a  perceber que a vida na sua forma crua era maior que ela mesma...

domingo, 6 de dezembro de 2009

Reluta

Alguém estava me perseguindo, me pus a correr feito louca com medo demasiado,
corri por entre ruas, vielas sem fim, o labirinto parecia que não tinha fim,
passei por prédios vidraçais, casarões neoclássicos choravam pela ferrugem,
ouvia rangidos
gritantes por socorro, mas nem eu e ninguém poderia ajudá-los...
Eu continuava correndo e minha cabeça ficava cada vez mais pesada...e ele persistia
a tentar me alcançar...
Me perseguia ferozemente, sua intenção era de me estuprar, minhas pernas estremeciam, meus músculos estava se desgatando, por uma cãimbra fui vencida pelo cansaço, sem ter aonde me esconder, resolvi encará-lo de frente, minha mente era a minha única aliada naquele instante, o convenceria que meu corpo não era reluzente e nem voptuoso para ser consumido,
parei, virei para atrás, nos seus olhos descobri que realmente estava vencida, só me restava a dizer
-se quiser me comer, que seja com o meu consentimento e não por trás,
ali então em meio da secura da rua , palpebras foram consumidas pelo TEMPO....