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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Desconstrução de Sonhos

 

"O MENININHO"

Era uma vez um menino. Ele era bastante pequeno.A escola era uma grande escola. Mas, quando o menininho descobriu que podia ir à sua sala, caminhando, através da porta, ele ficou feliz. E a escola não parecia mais tão grande quanto antes.

Uma manhã, quando o menininho estava na Escola, a professora disse:

* Hoje nós iremos fazer um desenho.
* Que bom! Pensou o menino. Ele gostava de fazer desenhos. Ele podia fazê-los de todos os tipos: leões, tigres, galinhas, vacas, barcos, trens; e ele pegou sua caixa de lápis e começou a desenhar. Mas a professora disse:
* Esperem! Ainda não é hora de começar. E ele esperou até que todos estivessem prontos.
* Agora - disse a professor - nós iremos desenhar flores.
* Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de desenhar flores. E começou a desenhar com seu lápis cor de rosa, laranja e azul. Mas a professora disse: - Esperem! Vou mostrar como fazer. E a flor era vermelha com caule verde.
* Assim - disse a professora. Agora vocês podem começar.

Então ele olhou para a sua flor. Ele gostava mais de sua flor, mas não podia dizer isto. Ele virou o papel e desenhou uma flor igual à da professora. Ela era vermelha com caule verde.

Num outro dia, quando o menininho estava em aula, ao ar livre, a professora disse:

* Hoje nós vamos fazer alguma coisa com barro.
* Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de barro.

Ele podia fazer todos os tipos de coisas com barro: elefante, camundongos, carros e caminhões. Ele começou a juntar e amassar a sua bola de barro. Mas a professora disse:

* Esperem! Não é hora de começar. E ele esperou até que todos estivessem prontos.
* Agora, disse a professora, nós iremos fazer um prato.
* Que bom! Pensou o menino. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos. A professora disse:
* Esperem! Vou mostrar como se faz. E ela mostrou a todos como fazer um prato fundo. - Assim - disse a professora. - agora vocês podem começar.

O menininho olhou para o prato da professora. Então olhou para o seu próprio prato. Ele gostava mais de seu prato do que o da professora. Mas não podia dizer isso. Ele amassou o seu barro numa grande bola novamente, e fez um prato igual ao da professora. Era um prato fundo. E muito cedo, o menininho aprendeu a esperar e a olhar, e a fazer as coisas exatamente como a professora. E muito cedo, ele não fazia mais as coisas por si próprio.

Então aconteceu que o menino e sua família mudaram-se para outra casa, em outra cidade, e o menininho tinha que ir para outra escola. E no primeiro dia ele estava lá. A professora disse:

* Hoje nós faremos um desenho. Que bom! Pensou o menininho. E ele esperou que a professora dissesse o que fazer. Mas a professora não disse. Ela apenas andava na sala. Veio até ele e falou: - Você não quer desenhar? - Como posso fazê-lo perguntou o menininho.
* Da maneira que você gostar, disse a professora. - De que cor? Perguntou o menininho. - Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber quem fez o que? E qual o desenho de cada um?
* Eu não sei ,disse o menininho. E ele começou a desenhar uma flor vermelha com caule verde.
(texto de autor desconhecido)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Poetas

ALMA FECAL
Alma fecal contra a ditadura da ciência
Rua dos longos punhais
Garoto fascista belo como a grande noite esquimó
Clube do fogo do inferno: Alquimistas Xamãs
Beatniks
Je vois l’arbre à la langue rouge (Michaux)
Templo
Procissão do falo sagrado
Deuses contemplam nas trevas o sexo
do anjo do Tobogã
Felizes & famélicos garotos seminus dançam
como bibelôs ferozes
Pedras com suas bocas de seda
Partindo para uma existência invisível
Tudo que chamam de história é meu plano
de fuga da civilização de vocês
Roberto Piva, in Ciclines, 1997

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Digressão II

Minhas palavras são em evasão, pois minhas pernas estão doloridas de tanto correr (já não é mais emocional, é físico), cheguei em casa e percebi pela primeira vez que ela estava vazia, as paredes estavam sujas, móveis enferrujados e sujos, olhei para um  abajur cor de sangue no fim do corredor e já não iluminava mais aquele ambiente...as pragas faziam as festa ao meio da louça suja que por semanas tomavam posse da pia....
Ao instante que o bebê tinha escangalhado ao seus pais com um  inocente e contagiante sorriso ao ver a luz e formas de sua mente virgem, o meu coração bate procurando um rítmo que acerte num tempo que não é contado pelo relógio que está em meu pulso esquerdo.
Minhas pulsações se afloram como carne viva jorrando sangue vermelho por todos os lados e cantos, querendo deixar marcas, gritando como fogo latente buscando apenas conforto...mesmo assim eu percebi que tudo já não era mais como foi ontem, hoje os gases que soltei não tem o mesmo odor dos de ontem,  como as palavras digitadas não são mais as mesmas que se passam pela minha mente agora,
peito, tropeço desalinhado, não existindo para existir, pessoas com conversas ensfadonhas persistem se aproximar de mim, arre! porquê? não sou mel nem santa, sou filha da puta como muitas outras, não?
não, não é assim que me veem,  não é assim como me sentem...mas é tarde, tarde...
Algumas alusões a ludicidade me disseram que não é sangue que corre em minhas veias e nem os que mancham o tapete oriental do quarto, é tinta , tinta vermelha.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Desejo

Todo tempo precisamos estar preparados para o desconhecido, para as situações surpresa, residindo a energia, a arte...
Então me encontre por favor, estou nua e descoberta...

sábado, 16 de janeiro de 2010

Digressão I


Os segundos brotam como furúnculos, logo o Nada torna-se Absoluto e o Absurdo rotina....e assim somos confiantes a viver nossos "Carpe Diem" de cada dia.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Híbrido

Dor e cor talvez seja uma só
ponto e navalha se faz o corte
fogo não queima almas soltas
pele expande o sangue que corre
escondido nas grutas escuras

Talvez cor e dor seja uma só
provocam em mim disritmia
aveludada, quente sob seu olhar
a criança corre mesmo que atrasada
o jardim ainda pequeno mas fugaz
enaltece os sonhos vermelhos

Cor e dor seja talvez uma só
prisão vela fulga de corpos inteiros
ou uma só, seja cor e dor
pois em mim sentidos criam-se espelhos

sábado, 9 de janeiro de 2010

Sexo Virtual, Sexo seguro...


        " ...As margens de um rio são plantas  e terra molhada.
Terra e água em convivência pacífica.
Que não é lama, é terra e água,
Em sua diferença.
....Na verdade sofro de excessos, que me dão certo vocabulário
Como derramar, escorrer, atravessar.
Tenho a impressão de que tudo vaza em sobras.
Tenho dificuldade em caber. "

Viviane Mosé


Minha vida como a sua e a dos nossos amantes,  necessariamente se expressa,  ela é excitação compulsiva, meu corpo, nossos corpos,  meu movimento, nossos movimentos,  simplesmente  exubera entre contração e expansão, correndo risco da intensidão, mas somos assim, meio fast food...
Minhas veias estão tão dilatadas que preciso de forma, preciso de molduras para não ser dissipada,
então meu amor, como não negar um sexo selvagem e sereno, gostoso contigo pela web? só não podemos esquecer de não derramar as nossas energias (lembraremos das nossas aulas de canalização de energia Kundalini), exercitaremos as nossas oxigenações para um gozo tântrico cibernético,
estou aqui do outro lado da tela, emanando desejo por milhares de kybites para ti, não se preocupa pois estamos fazendo sexo seguro, faz parte da evolução da nossa espécie, além que estamos  economizando cortes em seringueiras para produção de borrachas que tirariam o nosso gosto e conexão um ao outro...
Delicia em meu corpo, faz a minha potência mais viva com o seu olhar, seu  pau na cam me excita  completamente, lhe respondo colocando três dedos na boceta para você, meu amor meu amante, chego em você através de mim, pois estou transbordando...