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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Desejo

Todo tempo precisamos estar preparados para o desconhecido, para as situações surpresa, residindo a energia, a arte...
Então me encontre por favor, estou nua e descoberta...

3 comentários:

  1. Mais ou menos assim, um ponto impreciso da noite, vagando entre vagões adormecidos descansando a folga do transporte diário, conversa alí, conversa lá, a cada batida do coração um poema ou conto recomeçava sem jamais terminar, o tédio foi secando o suor da caminhada, quando de repente, não estava mas quis me sentir perdido, inventei medos e desesperos, invoquei saudade que havia esquecido e um pio de coruja quase me fez chorar, então percebi que estava na hora de voltar para meu pequeno mundo enorme lar. No caminho a sensação de derrota nem me provocava mais qualquer aborrecimento, próximo de casa aqueles que já não mais chamamos de amigos e amigas sequer notavam qualquer traço de ternura em minha face, resolvi sentar na soleira da porta e continuar esperando mas, ontem, chegou, nem tinha visto bem ainda, falei algo apenas para ter certeza, e tive.
    Hoje é assim, desejo, inspiração, cor e dor porque a vida se tornou tão vasta e melhor.

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  2. Adorei passar por aqui.
    E adorei seu passio em meu blog.
    demorei retornar o comment. Como vc deve ter percebido eu estava me mudando.
    Enfim tamu ai na atividade!
    Parabens pela singela que contemplo aqui.
    Bju

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  3. Não vale, o destino de Roquentin parece mesmo que foi traçado a ferros em seu coração, então não vale nada sua sangria atada aos outros de maneira contraditória.
    O olhar do existencialista, da janela, vendo as formigas, só perscrutando sua humanidade, ao inves de cantar como a cigarra é inócuo.
    Não há lugar sem predadores, na fata destes a vida se encarrega de regular a balança; minha eterna fiel até nesta morte prazerosa.
    Gostei muito da sua colocação; há mais de ano meu blog não foi tão bem encontrado.
    Hoje, resolvi dar uma cordinha básica para meus desejos de salvar o mundo inapelavelmente começando pelos meus próprios desejos.
    Então, sem mais demora, resolvi responder-me a pergunta: Como seria, hoje, aqui no Brasil, o cara marcado para sofrer, Roquentin?
    Claro que esta questão seria imediatamente questionada com novas perguntas; é típico, ou castigo, da ansia de trascender a existência, o interessado se desmaterializar "no ar". E, particularmente, a próxima pergunta seria:
    Como surge, em maior ou menor grau de afecção, os Roquentins, e seus opostos extremos?
    Já estava léguas além do padrão blogger e - esqueci, como sempre, de salvar a cada passo - acabou a energia elétrica por 'meio' segundo.
    Fiquei muito puto, quase soquei o monitor, quase o tesão de pisar em formigas me reencontrou. Mas deliguei esta máquina e fui passear de bicicleta, capa de chuva e óculos escuros invisíveis. O óculos é como prozac ou viagra, basta saber ser o que é normal (padrão) para não causar confusão com as pessoas; no ponto equidistante entre o nada e o tudo, força física e beleza se faz na hora, não espera acontecer.
    Fazemos muita confusão entre sentidos, existência e essência; não é preciso escolher uma ou outra para focar, apenas entender uma e outra, equilibrar e gozar sua satisfação com o mundo; já dizia o saldoso filósofo Itamar Assunção, "a cada mil gostas de lágrimas verdadeiras se tem o direito a um milagre".
    Inúmeros devaneios pelo Lira Paulistana, fez-me ir mais longe:
    A cada mil orgasmo verdadeiro voce tem o direito a mais uma vida.

    Cadê voce, Mariana?

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