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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Digressão II

Minhas palavras são em evasão, pois minhas pernas estão doloridas de tanto correr (já não é mais emocional, é físico), cheguei em casa e percebi pela primeira vez que ela estava vazia, as paredes estavam sujas, móveis enferrujados e sujos, olhei para um  abajur cor de sangue no fim do corredor e já não iluminava mais aquele ambiente...as pragas faziam as festa ao meio da louça suja que por semanas tomavam posse da pia....
Ao instante que o bebê tinha escangalhado ao seus pais com um  inocente e contagiante sorriso ao ver a luz e formas de sua mente virgem, o meu coração bate procurando um rítmo que acerte num tempo que não é contado pelo relógio que está em meu pulso esquerdo.
Minhas pulsações se afloram como carne viva jorrando sangue vermelho por todos os lados e cantos, querendo deixar marcas, gritando como fogo latente buscando apenas conforto...mesmo assim eu percebi que tudo já não era mais como foi ontem, hoje os gases que soltei não tem o mesmo odor dos de ontem,  como as palavras digitadas não são mais as mesmas que se passam pela minha mente agora,
peito, tropeço desalinhado, não existindo para existir, pessoas com conversas ensfadonhas persistem se aproximar de mim, arre! porquê? não sou mel nem santa, sou filha da puta como muitas outras, não?
não, não é assim que me veem,  não é assim como me sentem...mas é tarde, tarde...
Algumas alusões a ludicidade me disseram que não é sangue que corre em minhas veias e nem os que mancham o tapete oriental do quarto, é tinta , tinta vermelha.

Um comentário:

  1. Atroz!!!

    Artista, tão perto
    geograficamente
    amorgratificamente ainda...
    enchentes assolam
    essas ruas
    nuas

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