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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Devir

"A morte, o mais aterrorizador dos males, nada é para nós, dado que enquanto existimos a morte não está conosco; mas, quando a morte chega, nós não existimos.
  A morte  não diz respeito portanto nem aos vivos nem aos mortos, pois para os primeiros nada é, e os segundos já nada são." (Epicuro, Carta a Meneceu, p. 125)

Morte e vida estão sempre de mãos atadas e nós não a percebemos pois somos niilistas
Gosto da morte, e da palavra morte, gosto a da ebulição de caos que ela provoca, do tapa na cara,
da brutalidade que faça perceber como somos pequeninos diante dela, 
-não! não sou eu que comando, mas sim a morte, com mais voracidade da própria vida, 
atrocidade que comanda...e comanda assim,  bela, como uma dança clássica, 
baixinha.....e silenciosa...

3 comentários:

  1. Dizem que a vida é isso, que a vida é aquilo, que a vida seria melhor assim, pior se não fosse assim, melhor se fosse assada, pior crua, e tanto dizem que nem sequer prestam mais atenção no que ouvem e dizem... porque
    a vida é de todos e não tem preço!!!
    E a morte também!!! Porem esta é cruel
    não tem flexibilidade nenhuma, rss, ingrata
    não se deixa brincar, experimentar, flertar, nada dá nem quer, jamais espera maquiagem ou
    saldar dívidas, vem, abraça.
    Nós vivemos e sentimos a vida somente quando nela colocamos preço, e só sabemos depois, quando encaramos o paradoxo, que foi em vão.
    O Epitáfio de todos os Titãs...
    foi em vão

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  2. Única moeda, honesta
    de valor absoluto
    que ninguem viu
    porque nos ensinam
    que, com ela, se compra
    só tristeza e horror

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  3. O ser para diante, é o ser para a morte, ás vezes penso que o tempo no qual vivemos, subtraí a presença da morte, nos fazendo viver uma espécie de perversidade do "Carpe Diem".
    Seu texto tem um sentimento barroco, não acha?

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