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segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres admiráveis...

Aproveitando que hoje é o dia internacional da mulher, entre tantas mulheres admiráveis, destaco uma por aqui, seu nome é Leila Diniz
Leila Diniz foi professora, atriz, quebrou tabus numa época em que a repressão dominava o Brasil, bar-ba-ri-zooou ao exibir seu barrigão na praia, vestida só de biquini, e chocou o país inteiro ao proferir a frase: transo de manhã, de tarde e de noite. Era uma mulher de vanguarda, ousada, e abominava convenções. Foi duramente criticada pela sociedade machista na década de 60/70, invejada pela mulherada mal comida da época, e mal vista pela direita opressora.
Além de ser jovem e exuberante, Leila era uma mulher de atitude. Desbocada e transgressora. Falava de sua vida pessoal despudoradamente sem nenhum constrangimento. Concedeu diversas entrevistas marcantes à imprensa, mas a que causou mais burburinho no país foi a entrevista que ela deu ao jornal O Pasquim em 1969. Nessa entrevista, ela, a cada trecho, falava mil palavrões que eram substituídos por asteriscos[adoooooooooro] e achando pouco disse: 'Você pode muito bem amar uma pessoa e ir para cama outra. Já aconteceu comigo'. Sua trajetória arrazante pela vida infelizmente foi bastante curta. Morreu num desastre aéreo no dia 14 de junho de 1972, quando voltava de uma viagem a Austrália aos 27 anos de idade, deixando uma filha de nome Janaina, que foi criada pelo casal Chico Buarque de Holanda e Marieta Severo, seus maiores amigos. Sua rebeldia, seu talento, a sua defesa em favor do amor livre e seus palavrões jamais serão esquecidos.

2 comentários:

  1. Lembro da Leila Diniz, gravida, de biquini, em Marataizes, hospedada na casa do Carlos Imperial.

    Estava entrando na adolescencia e aquela mulher me fascinava, como me fascina ate hoje.

    27 anos. Jovem demais para tanta historia, revolucao, lucidez em um momento sombrio da nossa história.

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  2. Íncrível como se morre jovem
    pessoas que "aconteceram"
    para mudar 'o sempre o mesmo'

    Mas bobos não somos para questionar
    as "patologias dos oprimidos" atualmente
    tanto quanto já o foi perigoso discutir
    na praia, nos bares e nos shows de rock
    a pedagogia do oprimido...

    Mormente tais "paranóias", marcada a ferros
    são "tratadas sem suspeitas" pelos consevadores
    que ainda, ou nunca entenderão os recados...

    Oh mundinho tão gasto vasto pasto casto, rss

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