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sábado, 13 de março de 2010

Amor Fati

"Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa."

Fernando Pessoa

E eu sou assim...você é assim...nós somos assim...só sei dizer que eu vivo, vivo pulsante pelos cantos deste "mundão de meu Deus" , saltitando, absorvendo,  contraindo e expandindo ao meu amor ao amores do mundo.
Gosto na verdade da idéia de meu apaixonar...e só.

3 comentários:

  1. Credo, voce taí, agora?
    Estava aqui, pensado/conversando/escrevendo "essas coisas".

    De uma maneira "demente" podemos crer que inventamos o túneo e aquela luzinha ao final, que nunca chega, é o the final cut.
    Sobre luzes e outros comunicativos, comentei meu próprio texto, dá uma olhada.

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  2. Hoje lavei o carro do trabalho em troca de soldo sem contar "com acrescimos de valor".
    Podei algumas folhagens do jardim da garagem.
    Tomei duas latinhas de cerveja.
    Reassisti Avatar pela sexta vez; e ainda não me bastei.
    Fui ao supermecado com a mãe.
    Comentei no blog do Affonso Sant'Anna.
    O que voce me sugere, dormir assistindo ao jogo de domingo, ou se encontrar com a filha de um grande amigo para jogar uma "batalha de gigantes" de xadrez na praça.
    A vida não é tão difícil, rss, às vezes.
    Tudo que tem realmente vida é possuido por rituais.
    Dormir durante um jogo de futebol pela TV, nem mesmo "tvmuda", é possível sem aquela boa e honesta capotada.
    Batalha de gigantes no xadrez, na praça!, é impossível sem uma boa e honesta máscara de gênio inacessível.
    Descomplicar, se não fosse óbvio, seria a palavra de ordem do dia.
    "Gosto na verdade da idéia de meu apaixonar...e só."
    Uma forma boa e honesta de não escolher encadeiamentos para a sobrevivência.

    E o cabelo? Está maior?

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  3. Insígnias iníquas injúrias

    Grande perda para o sexo
    quando inexiste o amor, e
    simultaneamente, perda maior
    para o amor, quando inexiste sexo

    Ambos, desacordados, que se lixem
    que se acabem e se vendam
    para marionetes, cuja almas
    sequer sabem o que procuram

    Meu ódio, ontológico, não principia
    no varejo, onde a inveja, girândola
    grassa feito moscas do doce à merda

    Minha inveja, absoluta, resoluta, luta
    no atacado, onde o ódio, graceja, ora
    sutil, ora ácido, mistura merda ao doce

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