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quarta-feira, 31 de março de 2010

Convexo I

A estrangeira veio até a mim perguntando de quem era este novo cheiro, ela sentia um feromônio diferenciado, uma mistura de outras partículas sudoríparas transgredida ao meu corpo. Disse a ela que nada estava sentido, a ausência era a mesma...lesmas andavam em meus cabelos simultaneamente quando alguém disperdiçou sémem em mim no seu estágio de imersão....
A estrangeira me informou que junções de duas partes ocasionam erupções de moléculas,  sendo que uma sempre levará consigo a outra. Eu me pus a ri abertamente, ri tão frouxamente  que ela se limitou a dizer : O caos reina o tempo todo em tudo...olhei no fundos de seus olhos para lhe dizer em silêncio, que somente o desabrochamento de uma flor me basta, pouco me importa  o seu odor, como também a própria flor. A ausência é sempre pernamente eu respondi....A estrangeira me retribiuiu com outro riso gostosamente, saiu com passinhos leves em seu salto de cano longo vermelho a caminhar por outras terras.

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