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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Contos...

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

2 comentários:

  1. Ualuuuu, por favor, não peça o que então merece este conto/poema.
    Tome-me, simplesmente, sem demora.
    O quase tudo que faltar, rss, jogue aos porcos!

    Estou implacavelmente colado na minha mãe, nestes dias atuais, queria aproveitar para terminar vários livros que os deixei transbordando tempos demais; estoque(?).

    As guitarras tocam assim em seu mais profundo deleite?

    Já,
    olhos falsos molhados,
    caminhos errados me entregam
    à princesa
    de cabelos jamais dourados
    se ri da falácia tonteira
    que me resta
    um jardim de jaheras

    Linda, voce, Mariana

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  2. Ninguém sabe, e isso é o mais interessante, a cada texto com um, basta pelo menos um, Outro, e já o movente "acorda".
    Fiz este poema, para homenagear tão agradável saudade e, apertando as mãos, nos contagiar:

    PRINCESA

    Às vezes, penso, uma supresa
    o que podemos de real aqui neste mundo virtual
    e me canso, e não sei se sou realmente fraco
    ou se sou forte a ponto de chegar até a cansar
    com questões aversas à minha aparecência

    O que estou fazendo aqui
    não estou trabalhando e no entanto
    também não estou me divertindo e não sei mesmo
    se esta nova modalidade de vida se assemelha
    a uma droga que sorrateira mente um sentido de vida

    Fica muito agradável acreditar que estou aqui por amor
    procurando muito longe das ciências algo que justifique
    esta inexorável porque inevitável aparição
    antes pudesse talvez estar invisível
    mas obvia mente seria ainda mais complexo

    A complexidade de não saber para quê estou aqui
    representa todavia o melhor que deve aparecer no momento
    mais interessante que estou vivendo algo enfim posso
    analisar segundo critérios sistemática mente embora original
    então neste instante justa mente melhor não saber quem é voce

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